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A perfeição da mãe imperfeita

Dia desses pelo Instagram, vi uma postagem com o título "sou boa mãe,  mas..." pras mães "confessarem" algo não muito nobre que fazem, um "erro", uma falha, um achismo, um pensamento polêmico, enfim, uma "coisa feia" que vc faz. Mas que não nega o fato de vc ser boa mãe. 


Eu achei ótimo as mães se admitirem humanas, imperfeitas, falhas e até egoístas😯🙈. É essa percepção que vai fazer mães e filhos sofrerem menos em seu longo percurso e convivência. A imperfeição é humana. E somos humanas. Buscando sempre sermos melhores? Sim. Conseguindo? Quando dá.


Como é saudável um filho crescer sabendo (e vendo) que pode errar, que não precisa ser perfeito pra ser amado, ter valor e ser bom. Como é saudável uma mãe permitir-se ser vista de verdade e admirada "apesar de" qualquer coisa. 


A rigidez da perfeição faz mal pra todos os envolvidos. Vejo isso dia sim dia tb no consultório.  Pessoas sofrendo pq têm medo de errar, de não agradar, de decepcionar os pais e os outros. Pq aprenderam que precisam ser perfeitos pra serem amados. E não tem maior equívoco na vida do que esse. Pq só podemos ser amados na imperfeição, na vulnerabilidade como diz minha musa Brene Brown (que indico sempre pros meu pacientes).


O real é bem melhor do que o ideal, pq o ideal, por definição, não existe, é impossível. E só podemos ser e fazer o possível. Ser a mãe suficientemente boa que Winnicott apresentou ao mundo: dar e satisfazer as necessidades do bebê mas tb falhar e frustrar, mostrando que vcs são dois indivíduos separados e não um combo eterno. Mostrando que o amor e a conexão tb precisam de limites e doses de realidade. E humanidade. 


Ah! Minha resposta foi "eu finjo que tô dormindo pra ver se ele volta a dormir quando desperta da soneca e ganhar alguns minutinhos de descanso " (confesso que funcionou muito tempo). E vc?


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